Perdeu-se
ao vento a graça
de
à ter ao lado;
Não
porque sou rude,
nem
por ser covarde:
Mas
tem cor as almas por detrás da carne;
E
vi, além do teu semblante aguado:
Textura
fosca, enxuta e acinzentada,
Complacente
em umedecer-se em fardos.
Duro,
Foi
saber o tanto que esperava
Vir
de mim pintura rebuscada
com
os decoros todos que não tinha.
E
ao saber o quanto que sou nada,
Sem
portar os dotes que ansiava
pra
suprir as dores que sentia:
Contra
mim se armou nuvem de adagas
De
um silêncio abrupto atiradas,
Recortando
o céu que nos unia.
Mas
se um dia eu vos jurei abraços
e
faltei no ofício da palavra,
é
por ser tua dor também a minha.

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