Luz,
jorra sobre a fria cordilheira
de
montanhas nebulosas e encantadas;
Dos
defuntos que subiam, leve as almas,
com
carinho sacrossanto que asserene
todo
aquele que no risco da jornada
teve
a vida consumida de repente,
e
de súbito se viu tão fatalmente,
de
um carnal sono profundo, restaurado.
Mas
percebe então que a falha consciência
pelos
túneis do além-vida transpassara,
Pois
manteve suas ideias transviadas
nos
abismos de amargura e repetência.
Tende
agora, na tribuna à ser julgado
pelo
réu da amarga culpa de si mesmo,
E
essa angústia que lhe é própria dita o tempo
em
que dura humana pena que se é paga.
Mas
a dor não é o mau que tanto pensam:
Pedregulho
que à seguir se faz gramado,
Ou
areia em que descansam pés ralados
por
trilhar esse caminho longo e tenso.
E
luz alva vem raiar de inesperado
Sob
aquele que de si não tem ciência;
E
diz: “Filho! Dou-te a vida novamente, mas,
lá,
queira orar e vigiar-vos!”.