Deus,
o Alto e Justo, fez o barro e dele o homem;
Vendo-lhe
depois extasiar-se em vaidade:
Pouco
demorou, morreu a fé; matou-a outra:
A
lâmina arrogante que assombrou a Santidade.
Torpe
sofrimento se alastrou ao ir das noites,
Gritos
e lamúrias fecundaram a humanidade;
Vida
sobre vida baixo à morte e rente a fome:
Esta
e mais quimeras como provas seculares.
Logo,
lá no céu, de toda nuvem e todo assombro,
Raios
faiscantes derramaram em quantidade!
Feixes
de Luz branca que levaram ao mundo todo
Anjos
amorosos à serviço do Sagrado.
Tal
que abriu nas feras lindas lótus de consolo
Às
dores que viriam e à tratar das que passaram;
Deitava
sobre a Terra de labor e seio morto
O
Arcanjo do Progresso que ensinou-nos a Amizade.

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