Tão
sedosa era, a pele clara do Oriente,
Que
toda rima engasgava;
Sonhei
que a noite mergulhava à brumas:
Só
não sei se em plumas
ou
no corpo dela.
Mas
menti dizendo no versar que tinha
Com
palavras meigas de encurtar o tempo,
quanto
que imperei sobre os dragões feudais!
Tais
aqueles dela atrás do olhar sereno,
vindos
contra o peito
sem
queimar demais.
Foi
guardando o fogo e despistando a Morte;
Me
escondeu num templo em que esta não cabia;
Frente
o altar humilde vi que ela sorria
por
me ter ao lado
partilhando
a foice.
Eu
julgava amargo e ela, quase doce;
Não
mordia a pele e nem roubava a boca;
Um
demônio então à possuiu de noite e
do
escuro soube
não
saber é nada!
Pois
se o Sol se pôr espavorido, saiba,
que
atrás do olhar pequeno e brande, mora
Legião
de feras do luar e carne.

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