sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Banhe-se



Para, e sente
A gota de orvalho que embala teu corpo:
Se é fria, se é quente,
Que baila e se estende
do fundo do olhar às planícies do dorso.

Cala-te e pense:
A alma ranzinza sorrindo nos ombros
de paz e silêncio,
No abraço envolvente
Que à leve dormente em elísios de sonho.

Morde e responde:
Se é doce ou salgado o meu verso tristonho;
Pequeno ou gigante,
Covarde e gritante!
Se falta o teu beijo nas rimas que arranjo.

Explode e não teme;
Na cena da vida se entregue em seu Todo,
Agora é teu Sempre,
Se atente ao que é Hoje,
E o resto é conversa dispersa no jogo.

Depois, para,
Para e sente
o banho de Arte que enxágua teu corpo.

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