Para,
e sente
A
gota de orvalho que embala teu corpo:
Se
é fria, se é quente,
Que
baila e se estende
do
fundo do olhar às planícies do dorso.
Cala-te
e pense:
A
alma ranzinza sorrindo nos ombros
de
paz e silêncio,
No
abraço envolvente
Que
à leve dormente em elísios de sonho.
Morde
e responde:
Se
é doce ou salgado o meu verso tristonho;
Pequeno
ou gigante,
Covarde
e gritante!
Se
falta o teu beijo nas rimas que arranjo.
Explode
e não teme;
Na
cena da vida se entregue em seu Todo,
Agora
é teu Sempre,
Se
atente ao que é Hoje,
E
o resto é conversa dispersa no jogo.
Depois,
para,
Para
e sente
o
banho de Arte que enxágua teu corpo.

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