Tem
quem evite com sanha ou sofisma
um
ferrenho motivo que o faça sorrir;
Nos
rumos da vida desníveis não findam
enquanto
um semblante não presta à servir
sorriso
tão grande, tal astro que brilha
por
sobre as encruzas que estão por aí;
Nas
sombras sinistras que envolvem as sinas
dos
homens errantes, tu pode surgir
com
chama ofuscante, clareando as frias
jornadas
sombrias de quem ao cair
rolou
nos barrancos da densa malícia;
E
agora, ferido, não sabe subir,
Podendo
quem ama, com amor intervir,
No
humilde sorriso que afague as feridas.

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