Vi
uma onda cheirosa e gingada
Lavar
a coroa de pérfidos reis;
Água
tão pura que ao toque nas almas,
Limpou-as
por fora e depois os haréns.
Diz
quem na onda, com fé mergulhara
Sentiu-se
levado às fronteiras do Além:
Além
das areias e espumas tenazes
e
além das tormentas envoltas de breu.
Vieram
falanges de brilho inefável,
E
alvos Netunos disseram, porém,
Prestarem
serviço à morena sentada
No
ponto firmado nas algas de aquém.
E
tal que um tremor oscilou as jangadas,
Chorar
fez o homem e o peixe também;
Então
perguntei: “Mas quem é que chegava?”
“Senhora
Yemanjá e, de novo ela vem!”

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