sexta-feira, 26 de outubro de 2012

No Navio


Quantas vidas penetram no teu corpo jovem:
Falam com a boca do teu beijo,
Tocam-me com as mãos do teu abraço,
do teu aperto,
do teu afago.

Quantas almas ígneas do espaço
Envolvem-na no fogo excelso,
Flutuam teu corpo sobre os mares
dos navegantes cósmicos e etéreos!

Vejo -
Desta margem fosca e retardada,
Meio terra suja em pouco d'agua:
O teu barco nobre que se afasta
do terreno escuro qual me apaga.

E grito!
Da maré sutil que nos separa,
O Amor que sinto e que me empolga
À travar as ondas que retalha.

E espera! No Navio Divino do teu Carma,
Minha canoa trêmula e furada
que entrevê o Sol para onde voltas.

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