Quantas
vidas penetram no teu corpo jovem:
Falam
com a boca do teu beijo,
Tocam-me
com as mãos do teu abraço,
do
teu aperto,
do
teu afago.
Quantas
almas ígneas do espaço
Envolvem-na
no fogo excelso,
Flutuam
teu corpo sobre os mares
dos
navegantes cósmicos e etéreos!
Vejo
-
Desta
margem fosca e retardada,
Meio
terra suja em pouco d'agua:
O
teu barco nobre que se afasta
do
terreno escuro qual me apaga.
E
grito!
Da
maré sutil que nos separa,
O
Amor que sinto e que me empolga
À
travar as ondas que retalha.
E
espera! No Navio Divino do teu Carma,
Minha
canoa trêmula e furada
que
entrevê o Sol para onde voltas.

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