Quantas estradas,
terras, carros e Caminhões
que nos separam a
carne,
Enquanto nossas almas
sintonizam, com precisa exatidão:
No mesmo espaço,
tempo, na mesma frequência
Daqueles que amam, e se
amarguram
Com a Distância.
Pois quando quadros do
teu sorriso emergem
Dos preciosos
relicários da memória,
Surpreendo-me sorrindo,
espelhando o teu sorriso,
E sorrimos nós dois –
eu cá, tu lá,
e um mundo entre nós,
em nós, para nós e,
portanto, nosso, e de
ninguém mais.
É que Deus mal sabe,
querida,
Que lados iguais não
passam de um lado somente,
Duplicado em ironias de
vidro, de choro,
de chuva, nuvem, névoa,
e de granito;
Nas gracinhas de um
ponteiro,
nas piadas de um
paquímetro.

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