domingo, 28 de outubro de 2012

Encontro



Quando for sentir saudades, tenha a certeza inabalável de que me verá de novo. Farei o o mesmo; e assim, aqueles caras invisíveis vão mexer os palitos, e o reencontro estará marcado. Mas aquele beijo, porém, é decisão nossa. O lugar, nos cabe imaginar – E que seja bem verde! (um parque, eu indico). Nesse dia, que seja noite, uma noite fria que obrigue abraços, xícaras de chá, e cafunés de monte! Que nos falemos pouco, e troquemos cartas versejadas de olhar. Que façamos perguntas que carinhos possam responder. Que não levemos dores, mas se nos seguirem: Sorríamos! Pra que todas ceguem e afundem no lago à nossa frente. Não esqueçamos, por fim, eu peço! De esquecer nossas memórias; para que lá, esqueçamos o tempo. Assim, nosso beijo será louco, e não terá medo de continuar sem fim.

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