Quando
for sentir saudades, tenha a certeza inabalável de que me verá de
novo. Farei o o mesmo; e assim, aqueles caras invisíveis vão mexer
os palitos, e o reencontro estará marcado. Mas aquele beijo, porém,
é decisão nossa. O lugar, nos cabe imaginar – E que seja bem
verde! (um parque, eu indico). Nesse dia, que seja noite, uma noite
fria que obrigue abraços, xícaras de chá, e cafunés de monte! Que
nos falemos pouco, e troquemos cartas versejadas de olhar. Que
façamos perguntas que carinhos possam responder. Que não levemos
dores, mas se nos seguirem: Sorríamos! Pra que todas ceguem e
afundem no lago à nossa frente. Não esqueçamos, por fim, eu peço!
De esquecer nossas memórias; para que lá, esqueçamos o tempo.
Assim, nosso beijo será louco, e não terá medo de continuar sem
fim.
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