Veja
essa nuvem Cigana e serena,
Firme
na sina cedida por Deus;
Vê
como é rude a jornada que enfrenta:
Vez
nevoenta, sozinha e no breu.
Vezes
lhe assombram maléficas bestas,
Altos
estrondos gargalham no Céu!
Quantos
relâmpagos bravos lampejam,
Tais
que lhe partem da fé que mantém.
Se
é tão tranquila, pois sabe a grandeza
das
Forças Divinas que agem no Além;
Que
traçam caminhos de dores tremendas,
E
alçam planícies de tremendos bens.
Mira
nas nuvens, se quer paciência:
Vê
como é sábio o que o Anjo nos deu;
Dorme
esse orgulho de vã sapiência
E
ouve o que os céus tem razões pra dizer.

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