sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Nuvem




Veja essa nuvem Cigana e serena,
Firme na sina cedida por Deus;
Vê como é rude a jornada que enfrenta:
Vez nevoenta, sozinha e no breu.

Vezes lhe assombram maléficas bestas,
Altos estrondos gargalham no Céu!
Quantos relâmpagos bravos lampejam,
Tais que lhe partem da fé que mantém.

Se é tão tranquila, pois sabe a grandeza
das Forças Divinas que agem no Além;
Que traçam caminhos de dores tremendas,
E alçam planícies de tremendos bens.

Mira nas nuvens, se quer paciência:
Vê como é sábio o que o Anjo nos deu;
Dorme esse orgulho de vã sapiência
E ouve o que os céus tem razões pra dizer. 

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