Subiu ao céus uma
noite confusa
De estrelas gigantes
que olhavam pra mim:
Piscavam, piscavam,
perante três luas,
Três berços
minguantes que fazem dormir.
Cortando horizontes,
cruzavam arco-íris
Com cores de encantos
tais quais nunca vi
Nos contos de fada, de
prata, de virgens,
No livro ou nas bocas
dos sábios que ouvi.
Cupidos sopranos
cantavam felizes
Cantigas e trovas
escritas no fim
Das tardes chuvosas de
ventos perdidos
No uivo dos lobos que
migram em Abril.
Contemplo esta noite do
alto da serra
Vestida das rosas de um
vasto jardim;
Vem vindo uma moça no
passo que encerra
A dor de um poeta que
espera à sorrir.
A moça bonita que às
flores alegra,
Caminha tranquila, na
serra à subir;
Me olha, me afeta, no
lábio – A mordida,
Mistério e magia no ar
à sentir.
Chegando me abraça com
imenso carinho:
Me toca na boca com a
boca que é dela!
Desnudos ficamos,
trajados de afeto (…)
E acordo sem ela, na
noite. Sozinho.

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